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Edição 17

Vistos e lidos

By Ricardo Prado, Redator-chefe

As revistas são vivas como as pessoas que as fazem. Nascem, crescem, ganham estatura e musculatura quando se desenvolvem bem. Há as que mal conseguem dar os primeiros passos no competitivo ambiente das bancas de jornal, que a cada mês vêem novos espécimes surgirem – e outros perecerem. Felizmente, Carta na Escola encontra-se em plena fase de crescimento, graças à aprovação que encontrou junto aos seus apoiadores e leitores. Esses, aos poucos, sem alarde, vão espalhando a novidade entre seus colegas, na clássica disseminação boca-a-boca. Quanto aos anunciantes, têm nos possibilitado atingir nosso objetivo inicial: ser um instrumento de trabalho útil para o professor, especialmente aquele que leciona na escola pública, principal frente de batalha dos que querem, de fato, mudar alguma coisa.

Mesmo os docentes que ainda não usaram as sugestões de atividades pedagógicas sugeridas se beneficiam do papel formador-informador que, acredito, nossa publicação tenha. Ao longo das edições, diferentes temas relevantes da atualidade foram abordados, todos nascidos de reportagens realizadas por nossos colegas jornalistas de CartaCapital. Às matérias originalmente publicadas na revista-mãe, entramos com a nossa parte, convidando especialistas nesses temas a aprofundar a discussão, sugerir novas leituras, novos olhares e uma abordagem em sala de aula com seus alunos. 

Atualmente, temos uma tiragem de 80 mil exemplares e chegamos, de forma gratuita, porém patrocinada, a mais de 17 mil escolas públicas do País, atingindo um grande número de docentes, especialmente do Ensino Médio. Outros, que atuam na rede privada e em instituições que fazem trabalhos complementares à escola, vêm adquirindo seus exemplares em bancas de jornal ou por meio de assinaturas.

Visando complementar nosso trabalho, há oito edições apresentamos, no reparte que vai para a rede pública, uma série de cartazes temáticos. São peças de apoio pedagógico que explicam, por exemplo, a classificação do relevo brasileiro, a localização de áreas indígenas, as espécies de nossa fauna ameaçadas de extinção, as festas tradicionais, os diferentes domínios da flora brasileira, o fluxo das migrações, das riquezas, da geração de energia etc. Muitos se encontram, hoje, espalhados por diversas salas de aula, como a da professora Maria Carolina Pascoalino, que gentilmente nos mandou a foto acima. Uma imagem que nos deixou muito felizes por nos vermos vistos e lidos.